domingo, 3 de dezembro de 2017

19 livros para ler em 2017: temas abordados nas obras podem influenciar o momento que você está vivendo; Confira a lista...


19 livros para ler pelo menos uma vez em 2017  |  Fonte: Shutterstock


Cada história contida em um livro nos ensina a lidar com diferentes fases e momentos de nossas vidas. Os livros têm o poder de nos auxiliar a enxergar sempre além e nos dão a oportunidade de vivenciar experiências únicas, as quais não teríamos oportunidade de viver sem lê-los.

Confira 19 livros, sobre diferentes temas e de diferentes estilos, que você deve ler pelo menos uma vez em sua vida. Identifique aquele que está mais relacionado com seu momento atual e boa leitura!

1. O CAÇADOR DE PIPAS, DE KHALED HOSSEINI

A história de Amir, um garoto afegão que se sente culpado por ter traído seu melhor amigo, tem como cenário uma série de acontecimentos políticos, que começa com a queda da monarquia do Afeganistão em 1973, golpe de estado comunista em 1978, invasão soviética em 1979, a migração de refugiados para o Paquistão e para os EUA e a implantação do regime Militar pelos Talibã.

NUMBER THE STARS, DE LOIS LOWRY

O livro mostra que diferenças culturais e religiosas não importam entre amigos. Number the Stars conta a história de Annemarie Yohansen, uma menina dinamarquesa que cresceu na Segunda Guerra Mundial com sua melhor amiga, Ellen, que é judaica. Quando Annemarie descobre o que os nazistas estão fazendo contra o povo judeu, faz de tudo para proteger Ellen e toda comunidade judaica.

3. ORGULHO E PRECONCEITO, DE JANE AUSTEN

A história mostra como a personagem Elizabeth Bennet lida com os problemas relacionados à educação, cultura, moral e casamento na sociedade aristocrática do início do século XIX, na Inglaterra. Orgulho e Preconceito, uma das obras mais duradouras da literatura inglesa, ensina a superar diferenças e a encontrar a alegria em tudo o que vivemos.

4. THE OUTSIDERS, DE SUSAN E. HINTON

Hilton escreveu The Outsiders quando tinha apenas 16 anos visando apresentar a realidade de um adolescente americano do século 20. O livro acompanha dois grupos rivais, os Greasers e os Socs, que são divididos por suas condições socioeconômicas e nos lembra que a transição para a vida adulta nunca foi uma tarefa fácil.

5. LITTLE WOMEN, DE LOUISA MAY ALCOTT

O livro conta a história de quatro irmãs crescendo durante a Guerra Civil Americana, entre 1861 e 1865, e como elas aprenderam a superar juntas as dificuldades da vida. Ensina, acima de tudo, sobre a importância da união familiar.

6. A MENINA E O PORQUINHO, DE E. B. WHITE

O livro infantil fala sobre um porco chamado Wilbur e sua amizade com uma aranha chamada Charlotte. Publicado em 1952, é uma lição para as crianças e um lembrete para os mais velhos da beleza da natureza, do ciclo da vida e da importância de lembrar que cada criatura tem seu lugar na terra.

7. JANE EYRE, DE CHARLOTTE BRONTË

A obra conta as experiências de sua heroína homônima, Jane Eyre. O livro contém elementos de crítica social, com um forte senso de moralidade, mas não deixa de ser considerado a frente do seu tempo, dado o carácter individualista da personagem e a exploração do classicismo, religião e feminismo.

8. POR FAVOR, NÃO MATEM A COTOVIA, DE HARPER LEE

O livro é baseado nas memórias familiares da autora, assim como em um evento ocorrido próximo a sua cidade natal, em 1936, quando ela tinha dez anos de idade. Conhecido pela sua vivacidade e humor, discute assuntos sérios como estupro, desigualdade racial e as injustiças do sistema jurídico.

9. HARRY POTTER E A PEDRA FILOSOFAL, DE J. K. ROWLING

Leia todos os livros, mas comece a série pelo primeiro deles. A história de Harry Potter apresenta a importância da amizade, ensina a como lidar com a perda, mostra o triunfo do bem sobre o mal e como devemos enfrentar nossos problemas internos.

10. O JARDIM SECRETO, DE FRANCES HODGSON BURNETT

É um clássico atemporal sobre a beleza da natureza, o poder de cura do amor e a crença na magia. O livro é considerado a mais importante obra de Burnett, pois é a primeira obra na qual um garoto, Dickon, e uma garota, Mary Lennox, são os personagens principais.

11. O LEÃO, A FEITICEIRA E O GUARDA-ROUPA, DE CLIVE STAPLES LEWIS

Quando Peter, Susan, Edmund e Lucy encontram a terra mágica de Nárnia, fazendo amizades com animais falantes e lutando contra o mal, descobrem o verdadeiro significado dos laços familiares e o valor da coragem. Mais do que uma história sobre um mundo inteiro escondido em um armário, a obra, que se passa durante a Segunda Guerra Mundial, exalta Nárnia como a esperança de um futuro melhor.

12. ANNE OF GREEN GABLES, DE L. M. MONTGOMERY

Quando Anne Shirley, órfã de 11 anos, vai morar com uma nova família, descobre que houve algum erro: eles queriam adotar um menino. Enquanto essa descoberta deixa Anne insegura, com medo de não ser amada, você verá como a imaginação e o coração bondoso de uma criança pode te tocar. Uma história emocionante de amor e amizade, que nos lembra que a vida pode nos apresentar boas surpresas, mesmo quando acontecem coisas que não estávamos esperando.

13. THE GIRL WHO FELL FROM THE SKY, DE HEIDI W. DURROW

Após uma tragédia, a menina Rachel vai morar com sua avó em um bairro predominantemente branco. Com sua pele negra e seus olhos azuis, a garota enfrenta o desafio de aprender a viver em um mundo preconceituoso. A obra discute a construção cultural e nos desafia a confrontar nossos prejulgamentos.

14. O DIÁRIO DE BRIDGET JONES, DE HELEN FIELDING

O livro tem sido um símbolo do feminismo para mulheres de todo o mundo. Humorística e reconfortante, a obra apresenta comentários cômicos, mas críticos sobre o significado de ser mulher na sociedade atual.

15. A CABANA DO PAI TOMÁS, DE HARRIET BEECHER STOWE

O livro apresenta o conflito vivido entre escravos norte-americanos e proprietários de terras dos Estados Unidos, mostrando como foi horrível o período de escravidão. A obra é uma história de fé, coragem e luta pela liberdade.
16. ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS, DE LEWIS CARROLL
O livro infantil é um conto de magia que gira em torno de Alice e um mundo imaginário. A história, que encanta crianças e adultos com seu discurso entre o real e o faz de conta, pode ser interpretada de diversas maneiras. Uma delas afirma que a narrativa representa a adolescência, com uma entrada inesperada, as mudanças, confusões e transformações que aparecem com o desenrolar da trama.

17. O PEQUENO PRÍNCIPE, DE ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY

Um dos livros mais traduzidos do mundo, a obra conta a história de um garoto que cai de um asteroide na Terra quando estava buscando entender a humanidade. Durante sua viagem, ele encontra uma série de personagens, que o auxiliam a compreender o poder transformador da amizade e da confiança.

18. O MUNDO MÁGICO DE OZ, DE L. FRANK BAUM

Um clássico sobre aventura e magia, o livro conta a história de Dorothy, seu cão Toto e os personagens que encontram durante o caminho para a Cidade das Esmeraldas, como o Espantalho e o Leão Covarde. Juntos, viajam para encontrar o famoso Mágico em busca de conhecimento, amor e coragem.

19. A CULPA É DAS ESTRELAS, DE JOHN GREEN

A história tocante aborda a vida de Hazel, uma adolescente com câncer que convive com outros jovens em seu grupo de apoio à doença – juntos, eles compartilham seus medos e alegrias. O livro consegue capturar a doença com ternura e autenticidade, lembrando os leitores que o amor, a amizade e a fé transcendem tudo, inclusive a própria morte.


Fonte: Shutterstock





 Portal São Francisco



Notícias e Informações


   




Webradio e Webtv


     



Cursos Profissionalizantes


    




Programas e Projetos Sociais


Entrevistas Escola de              Cidadania Livros Jovens Semana da              Teologia

 Oraçao do Dia   

    





Histórias e Memórias da Zona Leste


  Lar Vicentino 



60 Anos da Paróquia São Francisco de Assis


  



Parceiros (as) e Voluntários (as)


    




Redes Sociais


      

  


 




Formas de Contato



     




Exemplo de amor, bondade, perseverança, garra, luta, condução e orientação para melhorias em nossas vidas... Nosso Pároco!



   




sábado, 15 de julho de 2017

Da periferia para o mundo apresentamos 'Poesias que escrevi com fome', do autor André D'Soares



Jovem talento literário que despontou na Internet, destacadamente no Facebook, é o paulistano André D'Soares, estreando em 2016 com um livro de contos (Cheiro de Mofo, Penalux).

Seu segundo livro, uma coletânea poética cuja irreverência já se estampa no título – "Poemas que escrevi com fome" –, tem conquistado, pela força crua de seus poemas, muitos leitores desde o seu lançamento em maio deste ano.


André é um escritor nascido e crescido na periferia da grande São Paulo, onde ainda vive em meio a inúmeras dificuldades. Neste ambiente muitas vezes hostil para quem sonha com literatura, o escritor extrai a matéria-prima para sua escrita, na qual destila um humor corrosivo e, por vezes, um senso de realidade que beira o pessimismo, como bem se vê nestes versos do poema "Inspiração" (p. 15-16): Longe da civilização, / Trancado num minúsculo quarto / Sob telhas velhas [...] / Usando o computador, tentei uma poesia. / Uma poesia capaz de sacudir o mundo [...] / Bati nas teclas na mesma proporção / Que a fome batia em minhas tripas; [...] / A inspiração não veio./ E a poesia que iria sacudir o mundo, nem a mim sacudiu. / Eu era mesmo uma farsa ou talvez, só Deus sabe, / A própria poesia, que era impossível de ser transcrita.


Sobre o livro, a jornalista e escritora Nanete Neves escreve na 4ª capa: "Poesia rude, sem técnica nem estética, que fala de amor, abandono, aponta injustiças, denuncia o machismo e os preconceitos, sofre com a indiferença, e prova que a palavra é a arma para virar o jogo. André D'Soares admite que escreve com o desespero daqueles cuja maior dificuldade para emergir na sociedade 'está na diferença de largada'. Essa diferença, o jovem poeta combate debochando com a hipocrisia ou denunciando os opressores, em versos que golpeiam o estômago e nos fazem refletir."

Título: Poesias que escrevi com fome

Autor: André D' Soares

Publicação: 2017

Tamanho: 14x21

 Páginas: 110



Iniciativas como essas da Editora Penalux não só dão voz e vez a jovens talentos, mas, sobretudo, quem sabe, tragam a eles uma perspectiva de um futuro melhor.



  André D' Soares


segunda-feira, 3 de julho de 2017

A pesquisa do Instituto Pró-Livro também mostrou que o estímulo, especialmente na infância, faz muita diferença para adquirir o gosto de ler. Para um terço dos entrevistados, alguém incentivou a leitura.

Você sabia que metade da população brasileira é considerada não leitora? O Brasil está em 59º lugar no teste de leitura do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa). A Câmara dos Deputados analisa duas propostas para mudar essa realidade. A leitura é o tema da reportagem especial desta semana.

Você pode ouvir a primeira parte desta reportagem no link a seguir

Leitura - os números sobre a leitura no Brasil - Bloco 1

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Cultura Indígena contemporânea é abordada em O Morro dos quatro cantos da autora Índrea Facenda Falavigno


Índrea Facenda Falavigno, 30 anos, nasceu em Sarandi (RS), morou em Passo Fundo, Porto Alegre e Caxias do Sul, todas cidades do Rio Grande do Sul, e hoje vive em Florianópolis (SC), onde mora com seu noivo. Índrea é médica radiologista e cursa a faculdade de Cinema e Audiovisual.



Sempre teve curiosidade por diferentes culturas e pelas mais variadas histórias de vida, contadas pelas pessoas. Isso a levou ao gosto pela leitura, filmes e, consequentemente, pela arte de escrever.

"A gente logo percebe que Luiza, apesar de ter muito dinheiro e fazer parte deste meio social requintado, não se encaixa nesta posição. Ela se importa com as outras pessoas, e isso a leva a fazer trabalho voluntário, que é onde conhece Apuã."
 
Boa Leitura!


 

Escritora Índrea Facenda Falavigno, é um prazer contarmos com a sua participação na Revista Divulga Escritor. Conte-nos o que a motivou a ter gosto pela cultura indígena?

Índrea Falavigno - Desde criança, tive essa identificação com a forma de pensar dos povos indígenas: o amor e respeito pela natureza, o desprendimento por acumular bens materiais, a valorização do companheirismo… Admiro muito a cultura deles, e acho que, em vários aspectos, faz muito mais sentido que a nossa. E eles foram os primeiros habitantes do Brasil. Sinto como se fizessem parte dos meus antepassados, da minha história.
Alguns meses atrás, li uma reportagem dizendo que eles preferem o termo "povos nativos latino-americanos" e não"índígenas", o que faz todo o sentido, porque "índio" foi um termo usado incorretamente pelos europeus ao pensarem estar na Índia. Mas acho que essa transição vai demorar um pouco, pois estamos muito habituados ao termo "índio", por isso optei por usá-lo ainda neste livro.
 
Apresente-nos "O Morro dos Quatro Cantos".

O livro conta duas histórias de vidas que se encontram num determinado ponto: a de Apuã e a de Luiza. Ele, um descendente dos povos nativos, agrônomo, líder de uma comunidade, viúvo e pai de uma menina de cinco anos. Ela, uma advogada de classe alta, branca, que acabou de terminar um noivado.
A gente logo percebe que Luiza, apesar de ter muito dinheiro e fazer parte deste meio social requintado, não se encaixa nesta posição. Ela se importa com as outras pessoas, e isso a leva a fazer trabalho voluntário, que é onde conhece Apuã.
A partir deste encontro, ocorre uma série de conflitos de todos os tipos: pessoal, social, judicial, familiar, afetivo, amoroso...




Como surgiu a ideia para a história deste livro?

Índrea Falavigno - Foi ainda por volta de 2000. Na época, eu estava lendo o livro "Ana Terra", de Érico Veríssimo, e acompanhava a minissérie "A Muralha", da Rede Globo. E tanto no livro quanto na minissérie, o romance entre nativos e mulheres brancas de alta classe era algo inadmissível.

Então, pensei: "Bom, essas histórias se passam nos séculos XVI e XVII… E como seria de fossem hoje? Com toda a luta pela liberdade feminina, será que uma mulher que se apaixonasse por um descendente dos povos nativos poderia viver este amor em paz? Até onde as mulheres de hoje são livres para fazerem suas escolhas?".

Comecei a imaginar em que situação isso se daria, e então a história de "O Morro dos Quatro Cantos" começou a surgir.

 
Como foi a escolha do título?

Índrea Falavigno - Bom, eu imaginei esse morro lindo, muito alto, cheio de verde e natureza por todos os lados. Pensei na primeira pessoa que chegasse ali e tivesse que denominá-lo. Então, me ocorreu esta expressão popular que usamos quando queremos nos referir ao mundo inteiro: "os quatro cantos do mundo".

Assim, pensei que essa pessoa que chegasse ali poderia pensar que estava vendo os quatro cantos do mundo e assim lhe pusesse o nome.

Quanto ao fato de pôr o nome do local onde a história acontece como o nome do livro foi algo que já vi em vários livros e filmes. Gostei da ideia. Acho que é um tipo de título que já dá uma identidade para a história.

 

Quais os principais desafios para escrita do enredo que compõe a obra?

Índrea Falavigno - Acho que meu maior desafio foi não saber praticamente nada sobre Direito. Eu estava contando sobre um conflito judicial, então eu tinha que seguir regras básicas do nosso sistema judiciário para que a história ficasse aceitável. Para isso, contei com a ajuda do meu noivo, minha mãe e minha irmã, que são formados nesta área.
Outra dificuldade foi fazer com que os acontecimentos se intercalassem da forma correta, para que os desfechos das histórias se dessem nos momentos certos. Para isso, tive que fazer planejamentos e cronogramas.
Por fim, falar sobre cultura indígena (estudei o que pude, mas não tenho conhecimento profundo) e tentar imaginar como uma menina de cinco anos (Maiara) reagiria a cada situação.
 

Descreva os principais personagens que compõem a trama, nome e profissão.

Índrea Falavigno - Os principais personagens são Luiza e Apuã, mas acho que os contrapesos necessários à história são Dona Rosa e Maiara.
Luiza e Apuã têm praticamente a mesma idade, em torno de trinta anos; ela é advogada; ele, agrônomo. Os dois se formaram na mesma universidade, e isso mostra a importância das cotas na integração dos povos nativos à nossa sociedade.
Dona Rosa, mãe de Luiza, também é advogada e é o protótipo da classe alta. Ela quer e exige que a filha seja e tenha o melhor possível, em todos os sentidos: que se torne advogada de sucesso, dirija o escritório que vai herdar e tenha um marido que faça parte do meio social em que a família vive.
Maiara é a filha de cinco anos de Apuã; ela acabou de perder a mãe e sente um carinho especial por Luiza, que é totalmente recíproco. Essa personagem trará ainda mais responsabilidade às decisões que a advogada precisa tomar.
 

Com relação ao cenário, é fictício ou o enredo se desenvolve em uma cidade que você já conhece ou fez pesquisa para a construção da obra?

Índrea Falavigno - Parte da história acontece na cidade do Rio de Janeiro. Eu estive lá apenas duas vezes, muitos anos atrás e não posso dizer que conheço bem a cidade. As poucas informações que coloquei sobre ela, retirei da televisão e da internet. Os locais (bares e restaurantes) da história são fictícios.
O Morro dos Quatro Cantos é um cenário totalmente fictício, onde imaginei uma situação ideal: um lugar lindo e pessoas convivendo em harmonia, trabalhando para seu próprio sustento, com diferentes tipos de origem e cultura, mantendo um cuidado especial com a natureza… Mas já li algumas reportagens sobre comunidades desse tipo no Brasil e em outros países.
 

Apresente-nos cinco motivos para ler "O Morro dos Quatro Cantos":

-  Perceber o quanto todos os tipos de preconceitos dificultam a vida das pessoas e, por isso, combatê-los ao máximo.

-  Atentar para as grandes diferenças culturais do Brasil e procurar conhecê-las e respeitá-las. Saber que não é porque uma pessoa tem um jeito de pensar diferente do seu que ela está errada.

-  Lembrar do quanto o amor é importante em nossas vidas.

-  Mães: vocês podem e devem aconselhar suas filhas, mas não se esqueçam que, depois que elas forem adultas, a vida é delas.

-  Nosso país tem diferenças sociais imensas, e temos que fazer nossa parte para que todos tenham dignidade e esperança.

 

Onde podemos comprar seu livro?

Índrea Falavigno - Pelo site da Editora Pandion (https://www.editorapandion.com/o-morro-dos-quatro-cantos), na página do livro no Facebook (https://www.facebook.com/omorrodosquatrocantos/) ou pelo meu e-mail ( indrea.falavingo@yahoo.com.br).
 

Quais os seus principais projetos literários? Você pensa em publicar novos livros?

Índrea Falavigno - Eu até tive outras ideias para livros, mas geralmente são de experiências pessoais; então não me sentiria à vontade em escrever, pois acabaria expondo pessoas que conviveram comigo. Tentei fazer modificações nas histórias, mas não funcionou. Então, terei que aguardar até ter outra ideia totalmente fictícia sobre a qual valha a pena escrever.
No momento, estou me dedicando ao cinema também. Então, quem sabe faça trabalhos voltados para esta área, como roteiros ou peças de teatro?
Poesias acontecem muito de vez em quando. Por enquanto, nada significativo.
 
Pois bem, estamos chegando ao fim da entrevista. Muito bom conhecer melhor "O Morro dos Quatro Cantos", da autora Índrea Facenda Falavigno. Agradecemos sua participação na Revista Divulga Escritor. Qual mensagem você deixa para nossos leitores?

Índrea Falavigno - Espero que gostem do livro. Foi um projeto de vida, esperou dezesseis anos para acontecer e foi feito com enorme carinho. Tenho recebido retornos muito positivos, o que me deixa muito feliz e me faz ver como tudo valeu a pena.
Pequenos pedidos e conselhos:
Amem as pessoas, todas elas, sem distinção de cor, raça, religião, classe social…
Ajudem quem precisa. Faz um bem enorme para elas e para você.
Leiam muitos livros, pois cada livro é uma viagem.
Leiam e incentivem escritores contemporâneos brasileiros, pois eles falam sobre a cultura do país onde você vive.
Escrevam! Por favor, tentem… É maravilhosamente libertador.
Sejam o mais felizes que puderem e busquem realizar seus sonhos.
 
por Shirley M. Cavalcante (SMC)
Divulga Escritor

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

No Dia da Internet Segura, NIC.br lança Guias educativos sobre uso seguro, ético e responsável da rede.


Imagem - Ilustração



Publicações #InternetcomResponsa e Internet Segura estão disponíveis para download

Pais, responsáveis, educadores, adolescentes e crianças têm à disposição, a partir de hoje (07/02), Dia Mundial da Internet Segura (Safer Internet Day, SID, na sigla em inglês), materiais educativos que ensinam de maneira didática como usar a Internet de forma segura, ética e responsável. São Guias individuais, dedicados a cada um desses públicos – desde a linguagem utilizada aos recursos pedagógicos e visuais adotados.

De autoria do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), entidade que implementa as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), os materiais estão disponíveis para download. As entidades que desejarem imprimir o material terão a possibilidade de inserir sua marca como "apoio de impressão" e colaborar no compartilhamento deste conteúdo.

"Não podemos desperdiçar todo o entusiasmo que crianças e adolescentes têm ao usar a Internet, pois são eles que continuarão a construí-la. Precisamos que desde cedo eles saibam que há um bom número de oportunidades ao usá-la, mas que certos cuidados precisam ser tomados", considera Demi Getschko, diretor presidente do NIC.br.

Ao total, são quatro guias sendo lançados: o "#Internet com Responsa" traz alertas e instruções sobre a responsabilidade das atitudes na rede e possui duas publicações, uma dedicada aos pais e educadores, e outra exclusiva para os adolescentes; enquanto o Guia "Internet Segura", também com dois materiais, um que incentiva crianças de 08 a 12 anos a aprender, de forma divertida, os principais recursos para utilizar a rede com segurança, e outro que instrui seus pais e responsáveis a melhor forma de orientar seus filhos e filhas.



#Internet com Responsa


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Graciliano Ramos: memória e militância





 – Graciliano Ramos (1892 – 1953) foi preso em Maceió em 1936, quando o governo de Getúlio Vargas investiu contra a esquerda, em resposta aos levantes comunistas de 1935. Enviado ao Recife e transferido no porão de um navio para o Rio de Janeiro, o autor de Vidas Secas permaneceu 11 meses na Casa de Detenção e na Colônia Correcional de Dois Rios, na Ilha Grande, sem qualquer processo ou acusação formal. Deixou a prisão em 1937, graças à pressão de José Lins do Rego e de José Olympio, entre outros intelectuais. No mesmo ano, esboçou algumas notas sobre a sua experiência de cadeia.

"Mas, de fato, ele só retomou a redação de Memórias do Cárcere em 1946, um ano depois de ter ingressado no Partido Comunista Brasileiro (PCB) a convite de Luiz Carlos Prestes", disse Fabio Cesar Alves, autor de Armas de Papel: Graciliano Ramos, as Memórias do Cárcere e o Partido Comunista Brasileiro, em que analisa, do ponto de vista da crítica literária, a obra memorialística de Graciliano Ramos. O livro foi publicado com apoio da FAPESP.

Em Memórias do Cárcere, enfatiza Alves, a narrativa já engajada do autor de Caetés (1933) e São Bernardo (1934), entre outros romances, ganhou força e uma nova dimensão com a experiência de militância. "Ao mesmo tempo em que funde a experiência pessoal e a ficção, suas reminiscências revelam forte intervenção intelectual e acurada análise política e partidária da vida nacional."

Ao longo dos quatro volumes de Memórias, fundem-se as vozes do prisioneiro e do escritor, em uma espécie de "exumação" seletiva do passado e da experiência no cárcere com vistas ao debate político.

"Não se trata apenas de um libelo contra a opressão varguista, mas de um relato pessoal, sujeito à elaboração ficcional e filtrado pelo momento histórico do militante que rememora", disse Alves.

Em Armas de Papel, o professor de Literatura Brasileira da Universidade de São Paulo (USP) desvenda essa característica marcante da obra de Graciliano Ramos inscrevendo o texto literário no contexto histórico, político e social do país, procurando compreendê-lo à luz dos dilemas vivenciados pela intelectualidade brasileira nos anos 1940.

"A análise é centrada na forma literária criada pelo autor. Para analisá-la, no entanto, faz-se necessário recorrer à história e à ciência política, procurando perceber como esse material 'externo' se torna agente da estrutura composicional, lançando mão do que Antonio Candido denomina 'crítica de vertentes'", disse.

O narrador "crispado"

De Candido, crítico literário e professor emérito da USP e da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Alves empresta também o conceito de "crispação" para captar a dinâmica narrativa.

"O narrador relata um episódio, retrai-se e analisa a si próprio, procurando entender as reverberações e implicações dos acontecimentos, inclusive no momento da escritura. Por isso, em lugar de exibir apenas uma trajetória factual, a narrativa dá figuração às crises de consciência a partir do que o escritor vivenciou e que ressurgem como questões decisivas para o sujeito situado no presente", disse.

Assim, "em lugar da simples exposição das relações sociais entrevistas no cárcere, Graciliano oferece a interiorização e a vivência subjetiva dessas mesmas relações, sem perder a visada crítica sobre as questões mais amplas da luta política, das discussões nos quadros partidários, das questões da sociabilidade brasileira, entre outras tantas", disse.

O relato formaliza, segundo Alves, a experiência histórica dos intelectuais de esquerda dos anos 1940, "quando a palavra de ordem era prudência e lucidez para evitar o risco de reproduzir o discurso ortodoxo". Reflexões sobre o caráter parcial da justiça brasileira, o estado de exceção transformado em rotina na periferia do sistema, os resquícios da mentalidade patriarcal e discricionária do escritor vêm à tona acompanhados de um severo e doloroso exame de consciência, sempre com vistas à discussão política.

O complexo quadro em que se insere o livro e o caráter híbrido do texto fizeram com que a interpretação das Memórias quase sempre fosse um problema para os críticos. "Separando de maneira estanque as esferas do real e do imaginário, sem discutir justamente a relação entre elas, diversos estudos sobre as Memórias subjugam o que parece uma condição necessária para o entendimento não apenas dessa obra, mas de toda a produção do escritor: o trânsito entre ficção e experiência pessoal", escreveu Alves.

Quem melhor apreendeu a "estrutura compositiva" da obra foi Antonio Candido, em Ficção e confissão. "O crítico mostrou a presença de uma constante na produção de Graciliano: a dualidade entre o equilíbrio do sujeito e os seus impulsos interiores", disse Alves. Essa dualidade se revela, nas palavras de Candido, por meio da "lucidez que procura dar forma ao caos". No caso das Memórias, a lucidez se mostra na recriação do passado, quando o militante "revisita" o prisioneiro.

Intérprete do Brasil

Armas de Papel tem como base a tese de doutoramento de Alves em Teoria Literária e Literatura Comparada na USP sob orientação de Ivone Daré Rabello.

"O fascínio por Graciliano começou em meu trabalho de iniciação científica, quando travei contato com a documentação sobre o autor disponível no Arquivo Graciliano Ramos do Instituto de Estudos Brasileiros da USP (IEB)", disse.

O acervo do IEB – que reúne cartas, crônicas, críticas colecionadas pelo autor e sua esposa e, inclusive, os manuscritos de Memórias e dos romances – ajudou Alves a elucidar a obra. "Percorri, também, arquivos do Rio de Janeiro, da Bahia e do interior de São Paulo, a fim de coligir o material, muitas vezes inédito, que foi reproduzido no livro."

A capacidade de Graciliano de "entender" o país, que aparece com força em Memórias, faz com que Alves elenque o autor entre os "intérpretes do Brasil", ao lado de Caio Prado Júnior e Sérgio Buarque de Holanda: "A visão de Graciliano, bem como o alcance de suas formulações, se aproximam do que de melhor a intelectualidade brasileira de esquerda produziu no século XX".

Alves segue estudando a obra de Graciliano e, mais recentemente, a de Carlos Drummond de Andrade. Do poeta e cronista mineiro, que também se aproximou do PCB, analisa A Rosa do Povo, publicada em 1945.

Armas de Papel: Graciliano Ramos, as Memórias do Cárcere e o Partido Comunista Brasileiro

Autor: Fabio Cesar Alves

Editora: editora 34

Ano: 2016

Páginas: 336

Preço: R$ 59,00

Mais informações: http://www.editora34.com.br/detalhe.asp?id=915


Por: Claudia Izique | Agência FAPESP